POLÍCIA FEDERAL BATE RECORDE COM APREENSÃO DE R$ 12,3 MILHÕES EM DINHEIRO VIVO NA RETA FINAL DA CAMPANHA ELEITORAL

POLÍCIA FEDERAL BATE RECORDE COM APREENSÃO DE R$ 12,3 MILHÕES EM DINHEIRO VIVO NA RETA FINAL DA CAMPANHA ELEITORAL

TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO

Em um mês marcado por operações intensas de combate à compra de votos e caixa dois, o volume de espécie confiscado em setembro de 2026 supera marcas históricas; Rio de Janeiro e estados do Norte lideram investigações.

BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) registrou um recorde absoluto nas investigações de crimes eleitorais no país. Em um balanço, a corporação confirmou a apreensão de R$ 12,34 milhões em dinheiro vivo apenas nos últimos 30 dias. O montante confiscado em setembro representa a maior fatia dos R$ 19,04 milhões em espécie retidos ao longo de todo o ano de 2026. Quando somados dinheiro e outros bens apreendidos no período, o valor total chega a R$ 32,2 milhões.

O volume financeiro interceptado às vésperas do primeiro turno supera significativamente os registros de períodos anteriores: em setembro de 2022 foram apreendidos R$ 1,27 milhão e, em setembro de 2024, R$ 8,57 milhões. Segundo o mapeamento da PF, o Rio de Janeiro lidera o número de inquéritos instaurados com 137 procedimentos, seguido de perto por Maranhão (121), Ceará (118) e São Paulo (83). O foco da fiscalização tem sido o monitoramento de saques fracionados e retiradas bancárias suspeitas acima de R$ 50 mil.

As ações federais cobriram diversas regiões do país com flagrantes de grande escala:

  • Roraima: No início do mês, em 4 de setembro, a PF interceptou o maior volume único do período, localizando R$ 4 milhões em dinheiro vivo em posse de um empresário e de um policial militar aposentado. No dia 25, o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) foi preso no estado durante a Operação Cunhambebe.
  • Pará: Em 16 de setembro, uma operação conjunta entre a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) em Belém resultou na prisão em flagrante de duas pessoas com R$ 2,5 milhões em espécie, além de armas e documentos que indicavam o desvio de recursos públicos para o abastecimento de caixa dois. Posteriormente, no dia 29, o candidato a deputado federal Manoel Pioneiro (Republicanos) também foi detido após um saque suspeito de R$ 300 mil na capital paraense.
  • Nordeste: No Rio Grande do Norte, a Operação Sem Lastro apreendeu R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo em Natal no dia 14 de setembro, após identificar saques incompatíveis por parte de um servidor público. Já em 1º de outubro, outros R$ 400 mil em espécie foram retidos em Mossoró com um indivíduo ligado a uma candidatura local. Na Paraíba, uma ação em Sousa no dia 30 de setembro deteve dois suspeitos com R$ 380 mil e resultou no bloqueio judicial de R$ 9 milhões em ativos financeiros dos envolvidos.
  • Santa Catarina: Em Florianópolis, no dia 22 de setembro, agentes federais apreenderam R$ 500 mil em dinheiro vivo em poder de um candidato nas proximidades de uma agência bancária, onde o valor havia sido previamente provisionado.

De acordo com as diretrizes operacionais da Polícia Federal, o porte de dinheiro em espécie não configura crime por si só. No entanto, os agentes efetuam as apreensões e a abertura de inquéritos quando a posse dos valores vem acompanhada de elementos como transporte oculto, versões contraditórias dos portadores, listas com nomes de eleitores, materiais publicitários de campanha ou proximidade temporal com o dia da votação.

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