TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO
BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) recebe, nesta terça-feira (13 de outubro de 2026), os arquivos e relatórios sigilosos da Polícia Federal que contêm menções a integrantes das cortes superiores. O material será entregue pessoalmente pelo diretor-geral da corporação em reunião solicitada pela própria PF.
O avanço da apuração aprofunda uma crise institucional sem precedentes no Poder Judiciário. O ministro Edson Fachin afirmou em ofício prévio que as suspeitas serão investigadas “sem exceção”, defendendo o esclarecimento rigoroso de qualquer fato relevante.
As informações coletadas pela PF foram extraídas de bancos de dados corporativos e de aparelhos celulares periciados, incluindo os celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel.
O cruzamento de dados revelou citações, em diferentes graus de complexidade e contexto, a pelo menos seis dos dez atuais ministros do STF ou a seus familiares próximos:
- Dias Toffoli: Alvo de um primeiro relatório de 200 páginas enviado a Fachin em fevereiro. Mensagens detalhavam mais de dez encontros com Vorcaro, além de diálogos sobre repasses envolvendo a empresa familiar Maridt e o resort Tayayá. Diante do caso, Toffoli abriu mão da relatoria de processos do banco.
- Alexandre de Moraes e André Mendonça: Protagonistas de uma crise interna aberta no tribunal. Registros de inteligência indicaram que Vorcaro enviou mensagens a um interlocutor ligado a Moraes dias antes de ser preso. Moraes, por sua vez, acionou o STF contestando a conduta de Mendonça — atual relator do caso por sorteio —, acusando-o de suposto direcionamento e abuso de autoridade.
- Kassio Nunes Marques: Citado em mensagens que indicam a potencial contratação de seu filho, Kevin Marques, pelo controlador do banco.
- Luiz Fux: Mencionado em conversas que apontam supostos pedidos de auxílio jurídico em processos envolvendo seu filho, o advogado Rodrigo Fux.
- Gilmar Mendes: Documentos citam reuniões e tentativas de aproximação de Vorcaro com o empresário e ex-suplente de senador Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do magistrado.
Além dos integrantes da Suprema Corte, o acervo aponta referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A PF ressalta que a simples menção nos arquivos não configura, por si só, a conclusão de condutas ilícitas ou responsabilidade criminal por parte dos magistrados.
A entrega do material completo transfere a pressão política e jurídica integralmente para a presidência do STF. Nos bastidores do tribunal, desenha-se um racha sobre os rumos dos relatórios:
- Ala de Redução de Danos: Grupos de ministros alinhados a Moraes e Mendonça defendem que o STF adote uma postura uniforme. A proposta central é enviar os elementos de todos os citados de uma só vez para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma análise estritamente técnica, blindando temporariamente a corte.
- Calendário Eleitoral: Ministros mais próximos a Alexandre de Moraes articulam reservadamente para conter novos desdobramentos públicos ou o fatiamento das investigações antes do encerramento do segundo turno das eleições.
Caberá unicamente a Edson Fachin decidir se determinará o arquivamento de trechos ou se autorizará a abertura de inquéritos individualizados. Caso o tribunal exija o aprofundamento das suspeitas, a Polícia Federal deverá pactuar com o STF se elaborará um relatório final único ou peças específicas para cada um dos ministros e cortes envolvidas no escândalo























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