TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), teria articulado e pilotado diretamente as negociações fraudulentas envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, segundo revelações publicadas pelo portal UOL. As informações baseiam-se em relatórios da Polícia Federal (PF) enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e em termos de uma proposta de delação premiada do ex-proprietário do banco privado, Daniel Vorcaro.
De acordo com o UOL, em sua proposta de colaboração com a Justiça, o banqueiro Daniel Vorcaro acusa Ibaneis Rocha de ter exigido R$ 400 milhões em propina para viabilizar a compra do Banco Master pela instituição pública do DF.
O esquema funcionaria da seguinte forma:
- Divisão dos valores: Metade do montante seria repassada em dinheiro vivo e os outros 50% seriam disfarçados por meio de contratos fictícios com um escritório de advocacia indicado pelo ex-governador.
- Participação oculta: Ibaneis ainda teria exigido uma fatia de 5% do novo conglomerado financeiro através de uma empresa de fachada.
- Adiantamento em dinheiro: O delator afirma que R$ 80 milhões foram pagos antecipadamente em espécie. Mensagens telefônicas obtidas pela PF revelam ao menos dez entregas de encomendas feitas pelo motorista do banqueiro a um intermediário identificado como “Léo” — que os investigadores suspeitam ser Leonardo Valverde, apontado como braço direito de Ibaneis.
A reportagem do UOL destaca que mensagens extraídas pela Polícia Federal desmentem a versão de que o chefe do Executivo local não interferia na gestão do BRB. Os relatórios apontam que decisões críticas e estratégicas do banco público eram submetidas e validadas previamente por Ibaneis Rocha antes mesmo de passarem pelos setores técnicos.
Os registros telemáticos mostram o emedebista autorizando pessoalmente aportes para o aumento de capital do BRB, intermediando a venda de carteiras de crédito e até cobrando documentos para acelerar a aprovação do negócio, inclusive demonstrando irritação com a lentidão do Banco Central (BC). O negócio bilionário acabou barrado pelo BC antes de a autoridade monetária decretar a liquidação do Banco Master devido a fraudes bilionárias em carteiras sem lastro.
A defesa de Ibaneis Rocha, representada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), informou que recebeu o relatório da PF com tranquilidade e declarou ao UOL que não vai se manifestar sobre acusações de uma proposta de delação que carece de respaldo probatório. A banca sustentou que o ex-governador sempre garantiu total autonomia administrativa e operacional à presidência do BRB e que ele não figura como interlocutor direto em nenhuma das mensagens com Daniel Vorcaro.
O empresário Leonardo Valverde não respondeu aos questionamentos apresentados pela reportagem.























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