TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO
O que parecia ser um desaparecimento misterioso na Baixada Fluminense revelou-se um dos crimes mais brutais do ano. A prisão de Esther Pestana Cabral, em Nova Iguaçu, expôs um roteiro meticuloso que envolveu envenenamento, decapitação e a tentativa de ocultar o corpo do companheiro, Edmilson Batista Vila Verde, em pontos distintos do bairro. No entanto, o que a suspeita não esperava é que um simples pedaço de papel deixado na cena do crime seria o estopim para a sua confissão.
O homicídio ocorreu no dia 16 de outubro, mas a farsa de Esther começou a desmoronar dias depois, quando o filho da vítima localizou parte dos restos mortais do pai dentro da própria residência. Acionada, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) isolou o imóvel e encontrou o tronco de Edmilson.
A reviravolta na investigação criminal, contudo, se deu por um detalhe sutil: um comprovante fiscal. No chão da casa, os agentes acharam o recibo de compra de um par de luvas de procedimento. Ao irem até a farmácia emissora do bilhete, as imagens e os funcionários confirmaram o óbvio: a própria companheira de Edmilson havia adquirido o material usado no esquartejamento.
Enquanto uma equipe colhia as evidências na farmácia, outra linha de busca localizou o carro da vítima estacionado a cerca de 500 metros do imóvel. Ao abrirem o porta-malas, os agentes encontraram a cabeça e os membros superiores e inferiores de Edmilson ocultados ali.
Levada à sede da especializada, Esther sustentou uma linha de defesa dissimulada durante as primeiras horas de depoimento. A frieza, no entanto, cedeu quando os policiais apresentaram a sequência cronológica montada pelas equipes:
- O laudo preliminar atestando o envenenamento;
- O cupom fiscal que a colocava na farmácia comprando luvas cirúrgicas;
- A localização exata das partes do corpo escondidas no automóvel.
Confrontada com o cerco técnico da investigação, ela rompeu o silêncio e confessou detalhadamente como executou o parceiro e dividiu o corpo.
Esther Pestana Cabral foi autuada inicialmente em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Devido ao intervalo de dias entre a execução e a descoberta, a Polícia Civil já protocolou junto ao Plantão Judiciário o pedido de prisão temporária por homicídio qualificado. A polícia agora trabalha para descobrir o tipo de substância usada para envenenar a vítima e se houve a participação de uma segunda pessoa na remoção dos membros.























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