Operação nos complexos do Alemão e da Penha deixou 122 mortos em outubro de 2025

Operação nos complexos do Alemão e da Penha deixou 122 mortos em outubro de 2025

TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO

Entre a madrugada de 28 de outubro e o dia 29 de outubro de 2025, mais de 2,5 mil policiais civis e militares atuaram nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, em ações que integravam a operação Contenção; o balanço final aponta 122 mortos, sendo 117 pessoas não policiais e cinco agentes.

Ao longo das horas de operação houve confrontos armados e danos a veículos nas vias das comunidades; imagens de corpos alinhados na Vila Cruzeiro foram divulgadas e amplamente divulgadas na imprensa.

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um Procedimento Investigatório Criminal presidido pelo promotor Fábio Corrêa; também há apurações da polícia Civil e da polícia Federal. Segundo o MPRJ, já foram colhidos depoimentos de 255 policiais que participaram da ação e de 61 pessoas detidas, além de 45 entrevistas com parentes das vítimas.

Peritos do MPRJ acompanharam necropsias do Instituto Médico-Legal e analisam laudos periciais e imagens de câmeras corporais. Foram obtidas cerca de 4 mil horas de gravação, mas nem toda atuação foi registrada: houve relatos de esgotamento de baterias e indícios de desligamento ou obstrução proposital de equipamentos.

O MPRJ apontou dois casos considerados atípicos ainda em apuração: uma morte por disparos a curta distância e um caso de decapitação, com dificuldades para perícia no local que complicam a análise das circunstâncias.

Até junho deste ano, 27 policiais haviam sido denunciados pelo MPRJ por crimes como desvio de fuzis apreendidos, furtos de peças e outros bens, invasões de domicílio e constrangimento de moradores. Em análise de 51 equipamentos utilizados pelo Bope, pelo menos 17% teriam sido desligados propositalmente e 7,8% apresentaram indícios de obstrução da lente.

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, divulgado em março, apontou problemas na condução da operação e da investigação, citando táticas de cerco e questionando o emprego da força letal; a comissão também relatou sobrecarga no IML, relatos sobre armazenamento inadequado de corpos e restrições iniciais de acesso da Defensoria Pública a documentos periciais.

Durante a ação foram presos 99 pessoas, das quais 17 tinham mandados de prisão; o relatório registra lesões em 17 detidos e 36 laudos inconclusivos sobre maus-tratos e tortura, além de relatos de que moradores retiraram corpos de áreas de mata.

As investigações prosseguem.

Enginer
ADMINISTRATOR
PROFILE

Destaques

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *

Últimas Notícias

Auditores

Comentadas

Vídeos