Quebra de sigilo de processo sobre pagamentos de Vorcaro é defendida

Quebra de sigilo de processo sobre pagamentos de Vorcaro é defendida

TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal, em 14 de setembro de 2026, parecer defendendo a retirada do sigilo de um processo que investiga a rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

O documento foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes dirigido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho. A PGR afirmou que o sigilo impede a compreensão completa dos fatores relacionados ao tema.

O parecer cita o julgamento marcado para 15 de setembro de 2026, quando o plenário do Supremo deve analisar se abre investigação contra Moraes.

Até o momento, o STF havia levantado o sigilo de 53 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras relacionadas a Vorcaro. A petição sobre os pagamentos do ex-banqueiro, porém, permanece em segredo, e a PGR informou que o processo não estava visível no sistema do tribunal.

Relatório da Polícia Federal inclui 52 mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro, enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data da prisão preventiva do ex-banqueiro. Em trechos das mensagens, Vorcaro parece compartilhar um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro; as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas, segundo os investigadores.

No início de setembro, o ministro André Mendonça autorizou a retirada de sigilo sobre parte do material, medida que provocou confronto entre os ministros. A PGR pediu a anulação do relatório alegando irregularidades na sua produção e sustentando que o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro sem informar o plenário.

Alexandre de Moraes divulgou um documento descrito por ele como relatório de inteligência da PF, que, segundo sua versão, indicaria direcionamento das investigações por Mendonça; o material não é assinado, não traz timbre da corporação e traz na capa aviso de que foi produzido como conjectura e sem valor probatório.

Moraes solicitou a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade; o presidente do STF marcou o julgamento desse pedido para 23 de setembro de 2026.

As investigações prosseguem.

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