Lula chega a Nova York para abertura da Assembleia-Geral da ONU

Lula chega a Nova York para abertura da Assembleia-Geral da ONU

TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO

NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nos Estados Unidos para aquela que deve ser a sua última participação na Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) no atual mandato. Em uma viagem de caráter expressamente enxuto — com duração de apenas 48 horas devido à proximidade das eleições no Brasil —, o chefe do Executivo concentra sua agenda em articulações políticas com a esquerda internacional e na preparação do tradicional discurso de abertura do debate global.

A comitiva presidencial, composta por ministros como Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Esther Dweck (Gestão), está hospedada na residência oficial da representação brasileira na cidade.

Recados de soberania e foco no multilateralismo

De acordo com informações de bastidores e briefings do Itamaraty, o pronunciamento de Lula — marcado para a manhã de terça-feira (22), abrindo os trabalhos da 81ª Sessão da ONU — adotará um tom firme em defesa da soberania nacional e da não interferência externa em processos eleitorais. Diplomatas indicam que, embora o presidente planeje criticar o que considera intromissões estrangeiras na democracia brasileira, a orientação é manter a polidez e não citar nominalmente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump.

Além disso, Lula assinou um artigo conjunto publicado no Financial Times defendendo uma ampla reforma das instituições globais e o fortalecimento do multilateralismo. Entre as pautas centrais que o Brasil levará ao plenário estão:

  • O combate internacional ao crime organizado.
  • A defesa de soluções pacíficas e diplomáticas para conflitos armados.
  • O debate regulatório sobre Inteligência Artificial.
  • O financiamento climático e a preservação ambiental.

Agenda com líderes progressistas e a expectativa por Trump

Nesta segunda-feira (21), a agenda do mandatário brasileiro prioriza pontes com o campo progressista e socialista dos EUA. Estão previstos encontros com o senador americano Bernie Sanders e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Lula também se reunirá com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, aliado estratégico na América Latina.

Paralelamente, as atenções nos corredores da ONU se voltam para um possível encontro informal entre Lula e Donald Trump. Embora não exista nenhuma reunião bilateral oficial agendada, o desenho logístico da sessão favorece um cumprimento rápido nos bastidores: Trump deve discursar logo após o líder brasileiro. Auxiliares do Planalto apostam na “química” diplomática pontual demonstrada por ambos em ocasiões anteriores para abrir canais de diálogo.

Após o encerramento dos compromissos na terça-feira, o presidente Lula retorna imediatamente ao Brasil para acompanhar os desdobramentos políticos locais, enquanto o chanceler Mauro Vieira permanece em Nova York liderando as rodadas de negociação no Conselho de Segurança.

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