TESTE RONDA – RESUMO INTERCEPTADO
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (7), uma série de grandes operações em várias regiões do Brasil para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos, tráfico internacional de drogas e comércio clandestino de fuzis. As ações mobilizaram centenas de policiais e resultaram em dezenas de prisões, além do bloqueio de centenas de milhões de reais em bens de origem ilícita.
No Rio de Janeiro, a operação mais alarmante do dia, batizada de Operação Magen, expôs a infiltração do crime organizado na segurança pública. Em uma ação conjunta com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a PF mirou uma quadrilha formada por policiais civis, policiais militares e ex-PMs suspeita de vender fuzis e munições de calibre restrito para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), baseada no Complexo de Israel. Segundo as investigações, a rede criminosa contava também com o apoio de um ex-cargo comissionado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O grupo utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro do crime, movimentando mais de R$ 100 milhões nos últimos quatro anos. Ao todo, a Justiça fluminense expediu 7 mandados de prisão preventiva e determinou o bloqueio de até R$ 250 milhões do patrimônio dos investigados.
Paralelamente, o combate ao narcotráfico internacional ganhou força em São Paulo com a deflagração simultânea das operações Elenco e Cross Targets. Com o apoio da Polícia Militar paulista, 29 equipes da PF agiram de forma coordenada para desmantelar um esquema criminoso que operava a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos. De acordo com as autoridades, funcionários de empresas terceirizadas utilizavam suas credenciais de segurança e o livre acesso às áreas restritas do terminal para despachar malas repletas de cocaína em voos para o exterior e adulterar etiquetas de bagagens. Os policiais federais cumpriram 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão em cidades como Guarulhos, Santo André, São Paulo e no município mineiro de Ibitiúra.
Ainda em Minas Gerais, mas estendendo-se por Mato Grosso do Sul, Goiás e interior de São Paulo, a PF deflagrou outra frente contra o tráfico. Esta ação mirou uma organização especializada em trazer cocaína da Bolívia para o Brasil. Com forte atuação logística, o bando usava motoristas cooptados para transportar o entorpecente de regiões de fronteira até os grandes centros consumidores. Para garantir o fluxo dos recursos financeiros, um núcleo financeiro de “laranjas” realizava depósitos fracionados para ocultar os valores. A Justiça determinou o cumprimento de 13 ordens judiciais, divididas em mandados de prisão e de busca e apreensão, além de determinar o confisco e o bloqueio de R$ 7,85 milhões do grupo. As investigações de todas as operações seguem em andamento para identificar outros possíveis elos das redes criminosas.























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