Ação judicial será ajuizada para manter aulas em Goiânia

Ação judicial será ajuizada para manter aulas em Goiânia

A Procuradoria-Geral do Município de Goiânia informou em 14/08/2026 que prepara ação judicial contra a greve liderada pelo Sintego para assegurar a continuidade das aulas. A Prefeitura diz ter apresentado proposta com impacto financeiro crescente entre 2026 e 2030.

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Goiânia informou em 14/08/2026 que prepara ação judicial contra a greve na Educação liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços essenciais nas unidades de ensino.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) destacou que servidores administrativos exercem funções indispensáveis ao funcionamento de escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), incluindo atendimento, organização, segurança, higiene e alimentação escolar.

A pasta manifestou preocupação especial com a Educação Infantil, que assegura cuidado a milhares de crianças enquanto responsáveis trabalham, e apontou que a merenda escolar é componente importante para famílias em situação de vulnerabilidade. A Prefeitura registrou impacto para cerca de 120 mil alunos da rede municipal.

Em resposta às reivindicações, a administração municipal apresentou uma proposta de valorização da carreira com compromisso financeiro crescente: investimento adicional de R$ 10,2 milhões ainda em 2026, alcançando 62,6 milhões anuais em 2030. O plano prevê reestruturação progressiva da tabela entre 2026 e 2030, com efeitos financeiros a partir de agosto de 2026.

Entre as medidas anunciadas estão elevação do piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640; início da correção do achatamento da carreira; recomposição gradual das diferenças entre referências e níveis; manutenção das progressões horizontal e vertical; e correção das progressões em atraso. A proposta não inclui os impactos da revisão geral anual da data-base e do crescimento vegetativo.

A Prefeitura reconhece o direito de reivindicação dos servidores, mas solicita que eventuais paralisações considerem as consequências para estudantes e famílias. A PGM informou que adotará medidas administrativas e judiciais para assegurar a continuidade dos serviços.

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