Polícia Federal e CGU investigam fraudes no faturamento de fisioterapia do plano do Serpro, com prejuízo superior a R$ 8 milhões. A operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão.
Brasília — A Polícia Federal deflagrou em 6 de agosto de 2026 a Operação Fatura Exposta, com o apoio da Controladoria-Geral da União, para investigar fraudes no faturamento de procedimentos fisioterápicos custeados pelo Plano de Assistência à Saúde do Serpro; a apuração aponta prejuízo superior a R$ 8 milhões.
A investigação teve origem a partir de denúncia e de auditorias em guias de atendimento apresentadas para reembolso, que indicaram indícios de cobrança por atendimentos inexistentes.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Há também suspeita de que o grupo tenha atuado para fraudar outros planos de saúde.
Os investigados poderão responder por obtenção fraudulenta de recursos, uso de documentos falsos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O Serpro apresentou notícia-crime ao Ministério Público Federal, identificando-se formalmente como vítima, e suspendeu preventivamente novos pagamentos e atendimentos das clínicas apontadas.
As verificações internas apontaram, entre outras anomalias, procedimentos não reconhecidos pelos usuários, assinaturas divergentes, sobreposição de solicitações, repetição de atendimentos em períodos reduzidos e uso recorrente de diagnósticos genéricos para diferentes tratamentos.
Desde dezembro de 2025, a empresa adotou medidas de gestão para fortalecer o plano: a sinistralidade assistencial passou de 117% para 88%, foram oferecidas quatro novas opções de plano com redução de mensalidade de até R$ 910 por beneficiário e houve substituição da empresa responsável pela regulação do plano para ampliar a governança das auditorias.
As investigações prosseguem.






















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