Prisões temporárias são mantidas na morte de ciclista em Copacabana

Prisões temporárias são mantidas na morte de ciclista em Copacabana

A Justiça do Rio manteve as prisões temporárias de dois entregadores e de dois seguranças por envolvimento na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira. Agressão ocorreu na madrugada do dia 12 e a vítima foi levada ao Hospital Miguel Couto, onde não resistiu.

A Justiça do Rio manteve no domingo (23 de agosto de 2026) a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos, e Ailton José da Silva, 24 anos, suspeitos de envolvimento na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio.

A audiência de custódia de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia, que registrou que o mandado de prisão estava regularmente expedido e dentro da validade, determinando a comunicação à 1ª Vara Criminal da Capital. A sessão de Ailton da Silva foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende, que apontou que a prisão temporária foi decretada por 30 dias e também estava dentro do prazo, com comunicação ao juízo natural do processo.

Os seguranças de rua Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia realizada no sábado (22 de agosto de 2026).

Segundo a apuração, a agressão ocorreu na madrugada do dia 12 de agosto. Cláudio saiu de casa em Botafogo por volta de 22h30 pedalando a bicicleta da irmã e, antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, onde entrou em uma loja de conveniência para pedir um cigarro.

Ao sair, foi abordado pelo segurança de rua Davi Santos Machado, que estava com um porrete e iniciou um interrogatório sobre a propriedade da bicicleta. Por sofrer de problemas psicológicos, a vítima não conseguiu explicar que a bike era da irmã. Em seguida, o outro segurança, Jorge Luiz Dias, tomou a bicicleta à força e Davi desferiu a primeira paulada.

Cláudio então sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro, onde foi cercado por Davi e por dois entregadores. Imagem de uma câmera da rua, em gravação de seis minutos, mostra a vítima recebendo 57 golpes de porrete, a maioria na cabeça, além de chutes nas costas e na cabeça.

Os agressores deixaram o local depois da agressão, deixando a vítima caída. Cerca de 30 minutos depois, uma ambulância dos bombeiros levou Cláudio Rafael ao Hospital Miguel Couto, onde ele não resistiu aos ferimentos na madrugada do dia 12.

Em depoimento, o segurança Davi Machado afirmou não ter certeza sobre a origem da bicicleta e filmou a vítima caída; um dos entregadores também gravou imagens e as compartilhou. Jorge Luiz não participou diretamente da sessão de espancamento, mas não acionou socorro. A polícia busca ainda um quinto homem, que teria dado um chute na cabeça da vítima e permanece foragido.

Todos os envolvidos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima. As investigações prosseguem.

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